O candidato a deputado federal Fábio Sousa (PL-GO) se posicionou sobre a sessão realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (15), marcada por fortes discussões entre integrantes da Corte durante a análise de questões relacionadas à possível investigação do ministro Alexandre de Moraes por suas interações com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Fábio criticou o clima observado durante o julgamento e lamentou que uma discussão envolvendo integrantes da mais alta Corte do país tenha sido marcada por acusações e confrontos públicos entre ministros.

A sessão extraordinária do STF analisava aspectos processuais relacionados às mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro e à possibilidade de abertura de uma investigação. Pela primeira vez na história da Corte, o plenário discutiu formalmente a eventual apuração de um de seus próprios ministros. O julgamento terminou sem uma decisão definitiva após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo.

Durante a sessão, Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de utilizar investigações da Polícia Federal com finalidade política e de tentar envolvê-lo em uma delação premiada. Mendonça rejeitou a acusação e afirmou que ela era falsa. Outros ministros também protagonizaram discussões sobre a condução das investigações e os procedimentos adotados no caso Banco Master.

Ao comentar as cenas, Fábio Sousa classificou como preocupante o nível de tensão entre os integrantes da Corte e questionou a postura adotada durante uma sessão de tamanha relevância institucional.

Para o candidato, quem ocupa um dos cargos mais elevados do Poder Judiciário deve agir com responsabilidade, equilíbrio e transparência, especialmente quando o próprio Supremo precisa analisar fatos que envolvem seus integrantes.

Fábio Sousa também defendeu que as informações relacionadas ao caso Vorcaro sejam devidamente esclarecidas. As investigações envolvendo o Banco Master trouxeram à tona mensagens, encontros e relações profissionais que passaram a ser analisados pelas autoridades e que motivaram questionamentos sobre eventuais conflitos de interesse. As citações e mensagens, por si só, não constituem prova de prática criminosa, e os envolvidos contestam irregularidades.

Para Fábio Sousa, a gravidade das informações exige uma apuração sem favorecimentos e sem interferências institucionais. O candidato argumentou que a confiança da sociedade no Supremo depende da capacidade da própria Corte de esclarecer dúvidas envolvendo seus integrantes.

O episódio de terça-feira também evidenciou uma divisão interna no tribunal. Ministros divergiram sobre a possibilidade de reunir, em um mesmo julgamento, procedimentos envolvendo Moraes e André Mendonça, enquanto o pedido de vista de Flávio Dino adiou uma conclusão do plenário.

Ao final de seu posicionamento, Fábio Sousa lamentou o episódio e reforçou a defesa de instituições submetidas às mesmas exigências de transparência e responsabilidade aplicadas aos demais agentes públicos.

Para o candidato, nenhuma autoridade deve estar acima da fiscalização, e controvérsias envolvendo integrantes da Suprema Corte precisam ser esclarecidas de maneira pública, técnica e independente para preservar a credibilidade das instituições brasileiras.