O candidato a deputado federal Fábio Sousa (PL-GO) se posicionou sobre o avanço dos casos de feminicídio e violência contra a mulher no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fábio defendeu penas mais severas para agressores, maior tempo de prisão e o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas como instrumento para reforçar a proteção de mulheres ameaçadas.

O posicionamento ocorre diante de um cenário de crescimento da violência de gênero. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, alta de 4% em relação ao ano anterior e o maior número da série histórica. Também foram contabilizadas 4.189 tentativas de feminicídio, crescimento de 5,9%.

Os dados mostram ainda que 62,5% das vítimas de feminicídio foram mortas dentro de casa. Entre os casos com autoria identificada, parceiros íntimos foram apontados como autores em 60,9% das ocorrências e ex-parceiros em outros 18,9%.

Diante dos números, Fábio Sousa afirmou que é necessário endurecer a resposta do Estado contra os responsáveis por esse tipo de violência. No pronunciamento, o candidato defendeu “penas mais severas e leis mais rígidas” e argumentou que criminosos que atentam contra mulheres devem permanecer mais tempo presos.

Além da responsabilização criminal, Fábio destacou a necessidade de ampliar os mecanismos capazes de proteger mulheres que já vivem sob ameaça. Para ele, não basta conceder uma medida protetiva sem instrumentos que permitam acompanhar o agressor e reagir rapidamente diante de uma eventual aproximação.

Nesse contexto, o candidato defendeu tornozeleiras eletrônicas obrigatórias para agressores submetidos a medidas protetivas, como forma de aumentar a capacidade de fiscalização e reduzir os riscos enfrentados pelas vítimas.

A legislação brasileira já prevê a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva. Em abril deste ano, a Lei nº 15.383 ampliou esse mecanismo e estabeleceu, entre outros pontos, alertas automáticos à vítima e à unidade policial quando houver violação do perímetro determinado pela Justiça. Em julho, o Programa Alerta Mulher Segura regulamentou a utilização desse monitoramento em âmbito nacional.

Para Fábio Sousa, entretanto, o enfrentamento à violência contra a mulher precisa avançar para além das medidas existentes. O candidato criticou respostas que considera insuficientes e afirmou que são necessárias ações concretas capazes de proteger as vítimas “antes que seja tarde demais”.

Fábio também ressaltou que políticas públicas de proteção precisam oferecer estrutura para que mulheres consigam reconstruir suas vidas com mais segurança, ao mesmo tempo em que o Estado mantém controle efetivo sobre agressores e pune com rigor aqueles que cometem crimes.

Ao final do pronunciamento, Fábio relacionou a pauta também à sua experiência pessoal como marido e pai e afirmou que pretende ampliar sua atuação em defesa das mulheres na Câmara dos Deputados. Para o candidato, combater o feminicídio exige medidas práticas, legislação rigorosa e atuação preventiva para impedir que ameaças e agressões evoluam para crimes fatais.