O candidato a deputado federal Fábio Sousa (PL-GO) se posicionou sobre as novas revelações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, Sousa criticou a proximidade apontada entre os dois e defendeu uma apuração rigorosa sobre eventuais irregularidades envolvendo integrantes da Suprema Corte.
O caso ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (1º), quando o ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens, registros de encontros e outros elementos obtidos a partir do celular de Vorcaro. Mendonça também pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e defendeu que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do Supremo.
Entre as informações reunidas pela Polícia Federal estão mensagens enviadas por Vorcaro a um contato relacionado a Alexandre de Moraes, além de referências a encontros entre os dois. O relatório aponta ao menos seis menções a encontros presenciais e inclui uma mensagem, enviada dois dias antes da prisão do ex-banqueiro, na qual Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país.
Também vieram a público mensagens nas quais Vorcaro buscava ajuda diante do avanço das investigações sobre o Banco Master. Em uma delas, perguntou se seria possível “reverter” determinada situação com “Paulo e Andrei”, referências que a investigação associa ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Diante das revelações, Fábio Sousa afirmou que o Supremo Tribunal Federal precisa oferecer respostas claras à sociedade e criticou qualquer eventual relação inadequada entre autoridades do Judiciário e pessoas investigadas.
“Não dá para continuar tendo no Brasil ministros da Suprema Corte que tenham relações suspeitas com bandidos”, afirmou Fábio Sousa.
A expressão utilizada pelo candidato representa sua avaliação política sobre o episódio. Daniel Vorcaro é investigado no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master, e as informações reveladas pela Polícia Federal ainda estão sujeitas à análise das autoridades competentes.
Em seu pronunciamento, Fábio Sousa defendeu que a atuação de ministros do Supremo deve ser marcada pela independência, transparência e ausência de relações que possam gerar dúvidas sobre a imparcialidade da Corte. Para o candidato, suspeitas envolvendo membros do Poder Judiciário precisam ser investigadas independentemente de quem esteja envolvido.
Os documentos divulgados também apontaram uma relação profissional entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Metadados analisados pela Polícia Federal indicam que Alexandre de Moraes realizou alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório. A banca afirmou que o ministro foi consultado sobre possíveis impedimentos legais e que não havia conflito de interesse. Moraes, por sua vez, negou irregularidades relacionadas às mensagens e classificou determinadas acusações como falsas.
As revelações aumentaram a pressão para que o caso seja analisado institucionalmente pelo Supremo. André Mendonça afirmou que o plenário da Corte é a instância adequada para examinar, de forma pública e jurídica, os elementos apresentados pela Polícia Federal.
Para Fábio Sousa, a apuração do episódio também está relacionada à necessidade de recuperar a confiança da população nas instituições. O candidato defendeu que nenhuma autoridade esteja acima da fiscalização e que eventuais irregularidades sejam investigadas com independência e transparência, especialmente quando envolvem integrantes da mais alta Corte do país.